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A transformação do varejo pós-coronavírus

O surgimento da Covid-19 acelerou uma transformação digital irreversível no mundo dos negócios. O vírus letal que enfraqueceu a economia global, afetou completamente todas as nossas relações, inclusive de consumo.

Muitas mudanças assumidas pelo varejo durante a pandemia já estavam a caminho, no entanto, tiveram que dar um salto imediato para salvar empresas e empregos.

Selecionamos 10 tendências mercadológicas aceleradas pela Covid-19:

1. Atuação online

Estar online não é mais uma opção, mas uma necessidade comprovada pela pandemia.

Essa nova realidade vai exigir das lojas físicas uma transição rápida, capaz de atender o consumidor em tempo hábil. Elas já têm produtos, clientes, preço e estratégia de vendas, agora precisam migrar para e-commerces, marketplaces e outros canais digitais

2. Novas experiências nos ambientes físicos

Até os consumidores que não tinham tanta familiaridade com a cultura digital, voltarão da quarentena muito mais conectados. Por isso, investir em experiências tecnológicas dentro do espaço físico é uma excelente dinâmica.  Pagamentos touchless, reconhecimento facial e caixas automatizados estarão cada vez mais presentes no nosso cotidiano.

As empresas que não puderem adquirir novas tecnologias nesse primeiro momento, devem seguir estratégias que levem ao cliente a mesma sensação de segurança e acolhimento dos seus lares.

Obedecer às medidas sanitárias impostas pelos órgãos de saúde e optar por atendimentos personalizados a fim de evitar aglomerações é fundamental. Facilitar a forma de pagamento também é um forte incentivo para estimular o consumo pós-crise. É importante oferecer parcelamentos, descontos e ofertas para atrair olhares.

Em suma, o cliente que já habituado a ficar em casa, deve encontrar nas lojas, oportunidades prazerosas de socialização, entretenimento e aprendizagem

3. Aumento de produtividade

O universo corporativo adotou um novo sistema de trabalho para contribuir com o isolamento social. O resultado dessa experiência é a revisão de processos e estruturas para acordos trabalhistas mais flexíveis.

A atuação remota pode ser muito interessante para alguns segmentos pela redução de custo e aumento de performance. No entanto, será necessária a introdução de novas tecnologias e ferramentas para a realização dessa modalidade

4. Preferência pelo comércio local

O consumidor tende a optar por alternativas locais de consumo, tanto pela proximidade, quanto para evitar as aglomerações das grandes redes. Além disso, grande parcela da sociedade adquiriu uma nova consciência social e está preocupada com o futuro dos pequenos negócios, que são os mais afetados pela pandemia pela falta de capital de giro para continuarem operando.

5. Contato direto com fabricantes

Receosos quanto à cadeia de abastecimento do varejo e suas restrições de quantidade, clientes têm buscado contato direto com empresas Direct-to-consumer (DTC).

Essas empresas descobriram no ambiente digital o canal ideal para vender produtos diretamente para o público, sem intermediários.

6. Serviços de assinatura

Durante esse período de insegurança quanto ao fornecimento de produtos, os serviços automatizados de assinatura, têm sido uma opção bastante buscada pela conveniência, personalização e segurança do recebimento dos produtos desejados. A adesão ao serviço deve crescer e fixar uma nova fatia de mercado.

7. Restaurantes fantasmas

Uma das tendências apontadas pelos especialistas são os “restaurantes fantasmas”, estabelecimentos que funcionam somente pelo delivery.

8. Economia compartilhada

As transformações que a Covid-19 impôs à sociedade reforçam mudanças profundas nos hábitos de consumo, exigindo um novo sistema de economia sustentável e compartilhada, onde o cliente paga pelo período e não pela posse do bem ou serviço, como aluguéis de espaços, objetos, transportes, entre outros. Cases de sucesso desse formato são a Netflix, Airbnb e o Uber.

9. DIY em alta

O tempo ocioso em casa deu espaço para descobertas! As pessoas estão aprendendo novas habilidades, talentos e hobbies, como cozinhar, fazer artesanato, praticar alguma terapia ou atividade física. Esse grupo, cada vez maior, está comprando matéria-prima, conteúdo e produtos para fazer em casa.

10. Shopstreaming

A fusão entre o comércio eletrônico e as transmissões ao vivo geraram uma oportunidade de negócios pouco explorada antes da pandemia.

O isolamento social impulsionou as “vendas por lives”, um formato mais espontâneo, informal e interativo de aprender, ensinar, entreter e vender um produto com baixo custo de produção.

Já implementou alguma dessas tendências no seu negócio?