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A inevitável mudança da inflexão do Brasil

8 de abril de 2016

Recentemente temos ouvido, de maneira constante e sucessiva, uma pregação, orquestrada pelos membros do governo federal e sua massa de manobra, que insiste em dizer que o impeachment é golpe e é antidemocrático.

 

Desde o fim do período militar no poder do Brasil, os presidentes em exercício falam que temos uma democracia instalada.

Isto é uma falácia que é desmontada com uma simples análise superficial.

Democracia não é ter só liberdade de imprensa e de expressão, não é ter três poderes constituídos, não é unicamente manter eleições livres ou pluralidade partidária e contar com uma constituição que tem regras democráticas.

O que realmente temos são manobras, artimanhas, manipulações e falsas verdades, que corrompem e solapam os fundamentos de um estado democrático real.

Sempre convivemos com corrupção, com abusos de poder, com irresponsabilidades com a “coisa” pública e com o famoso “toma-lá-dá-cá”, que distorce as relações entre o povo e seus representantes, quando fica claro que a maioria representa a si próprio.

O grande problema é que agora esta situação chegou a patamares inimagináveis e é capaz de destruir nossa economia e nosso sonho de uma democracia plena.

O governo finge que os problemas não são causados por ele, tem um nível de incompetência absurdo, uma prepotência irreal e doses de despotismo peculiares a regimes em derrocada.

Nunca tivemos uma dilapidação da força produtiva tão intensa, com fechamentos de empresas, postos de trabalhos e diminuição do poder aquisitivo da população, como agora.

Os crimes de “pedaladas fiscais” e de omissão e cumplicidade, que já seriam suficientes para o impeachment, são muito pequenos frente ao crime contra o povo brasileiro e as gerações futuras. Este crime é perpetrado quando a intervenção nefasta e constante do estadista impossibilita que o povo tenha uma evolução produzida pela livre iniciativa, que cria empregos, gera e mantem riqueza, pelo conhecimento de qualidade que só surge em ambiente propício e pelo direito a prosperidade e a felicidade. Este último defendido pela PEC 19 de 2010, proposta pelo Senador Cristovam Buarque e arquivada em 2014. O referido político pertenceu às hostes petistas e por entender que a ideologia encontrada não era a que acreditava, deixou o partido há alguns anos.

Esta tipificação de delito deve ser parecida com o que a ONU define como “crime contra a humanidade”.

Estamos vivenciando um momento onde manifestações pífias pró-governo, composta por membros de instituições tuteladas e mantidas com verbas públicas, aliciam pessoas simples sem ideia do que está ocorrendo, mediante pagamento e falsas promessas. Estamos presenciando a perda de patrimônio das famílias e do país (em trilhões), a apatia e a desilusão assolar nossos lares e a diminuição dos direitos individuais.

Como comparar manifestações de milhões de pessoas, que defendem seus direitos de cidadania sem envolvimento político partidário, com outras de milhares de “pobres coitados” manipulados, sem noção alguma do que está ocorrendo.

Quando recebemos a notícia de que o governo absorveu 72% de todo o crédito financeiro do país e está desidratando o setor produtivo, além de nos comunicar que vai acrescentar mais 30 bilhões ao seu rombo financeiro deste ano e está usando o recurso público para comprar os congressistas, com cargos e pagamentos, ficamos certos que é chegada a hora de mudar o sentido da inflexão do Brasil com a reação que merece, porque esta luta é pela sobrevivência de todos e de nossos descendentes e não contra uma parcela de brasileiros, como querem que acreditemos.

Cícero Heraldo Novaes

Presidente da CDL de Uberlândia

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