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A era do dinheiro digital

Primeiro, foi o desaparecimento progressivo dos cheques; depois, as notas de dinheiro perderam protagonismo para os cartões; agora é a vez do modelo de plástico ficar obsoleto.

16 de agosto de 2019

Em pouquíssimo tempo, carteiras serão objetos para colecionadores. Primeiro, foi o desaparecimento progressivo dos cheques; depois, as notas de dinheiro perderam protagonismo para os cartões; agora é a vez do modelo de plástico ficar obsoleto.

Desde o “boom” da Fintechs, empresas que otimizam serviços do sistema financeiro, o consumidor aderiu às transações on-line pela proposta bem-sucedida de simplificação e redução de custos, afinal, abrir uma conta e gerir recursos através de um aplicativo é muito mais atrativo que enfrentar filas e toda a burocracia das instituições físicas.

Acompanhando esse movimento promissor, as grandes varejistas já lançaram suas próprias versões do serviço e hoje possuem grandes representantes surfando na onda digital, como é o caso da Riachuelo, Casas Bahia, PontoFrio, Americanas e Submarino.

Um passo à frente dessa transformação estão os países que já consolidaram sistemas que dispensam a existência de conta bancária.

Pagamentos por aproximação via Wearables, com pulseiras, relógios e celulares ou Peer-to-peer, realizado entre duas pessoas via QR Codes, já dominam os grandes mercados. Aliás, o último modelo representa 70% das transações na China, berço das maiores plataformas de pagamento móveis do mundo, como é o caso da Alipay, do Alibaba Group e da WeChat Pay, que agrega diversos serviços digitais em um único aplicativo.

E por falar em plataformas digitais, talvez o maior divisor de águas dessa revolução financeira aconteça no próximo ano. O Facebook lançará em 2020, a Libra, sua moeda própria com atuação global.

Como todo dinheiro que precisa de valor e estabilidade para rodar sem oscilações bruscas, a estratégia de Mark Zuckerberg foi criar uma fundação sem fins lucrativos, responsável por cuidar do seu lastro. Além do Facebook, entre os membros-fundadores estão gigantes como a Visa, Mastercard, PayPal, Uber, Spotify e eBay, que injetaram, no mínimo, U$10 milhões para compor o lastro da moeda. O objetivo é arrecadar U$1 bilhão até 2020.

Uma economia universal que eliminará tarifas bancárias e intermediários. A era do dinheiro digital chegou.

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